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Histórias dos nossos UPSers hispânicos e latinos
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O que significa ser hispânico ou latino-americano? Como a herança cultural influencia nossas relações, nossa inspiração e nosso trabalho?

As histórias a seguir foram compartilhadas por membros do Crecer, o Grupo Latino/Hispânico de Recursos Empresariais da UPS. Elas fornecem uma perspectiva de alguns desses UPSers e uma amostra de como suas origens diversas influenciaram suas vidas e seu trabalho na UPS.

 

Willie Rivero - vice-presidente de engenharia automotiva corporativa e assessor executivo do Crecer

Sou filho de pais cubanos refugiados que sacrificaram tudo para dar aos seus filhos a chance de uma vida melhor. Meu pai acreditava fortemente na diversidade de pensamento e na liberdade de expressão. Minha mãe era professora e sempre me lembrou dos muitos benefícios de ser uma aprendiz para toda a vida. Meus pais influenciaram profundamente minha vida e me incutiram as crenças do autodesenvolvimento e da diversidade de pensamento.

Sou um colaborador sênior desde 2008. Com mais de 30 anos de experiência na indústria automotiva, desempenhei uma ampla gama de cargos. Fui motorista, mecânico, supervisor de frota, gerente de treinamento de frota, gerente de área automotiva a gerente de divisão de pequenos pacotes, além de vice-presidente de manutenção e engenharia de frota automotiva.

 

Jose Aguayo - gerente de serviços de aquisição e presidente da seção corporativa do Crecer

Eu nasci em Porto Rico e cheguei a Connecticut aos 20 anos, cheio de sonhos e em busca de chance de uma vida melhor. Meus pais se separaram quando eu era criança e, assim como em muitas famílias divorciadas, minha mãe passava dificuldades financeiras, esticava o que ganhava ao máximo e trabalhava em vários empregos para garantir que meus dois irmãos e eu tivéssemos comida na mesa. Mesmo com todas essas dificuldades, minha mãe e minha avó sempre nos ajudaram.

Uma semana depois de chegar a Connecticut em 2000, comecei minha jornada profissional na UPS no hub de Hartford trabalhando como manipulador de pacotes em meio período. Era a chance perfeita, pois permitia que eu investisse meu tempo livre aprendendo inglês e frequentando a faculdade.

Comemorando 20 anos na UPS e durante o Mês da Herança Hispânica, me pergunto se todos os sacrifícios que eu fiz valeram a pena. A resposta é simples: três unidades de negócios da UPS, nove cargos, duas filhas e a vida que eu sempre quis com muitas experiências incríveis. Sim, valeu a pena. 

 

Manfred Morales - gerente sênior de projetos de operações corporativas e copresidente do Crecer na seção de Nova Jersey

Em 1980, viajei de trem por 23 horas de Chicago a Nova York na esperança de determinar um rumo para a minha vida. Fui criado no Bronx por uma mãe solteira. Minha mãe se mudou de Porto Rico para Nova York e me teve quando ela mesma era apenas uma adolescente. Ela deu seu melhor e eu serei sempre grato por isso. No entanto, as escolhas que eu fiz na vida quando era jovem me fizeram ir na direção errada.

Em abril de 1982, conheci o amor da minha vida, e ainda estamos aproveitando a vida juntos. Em junho de 1982, consegui um emprego na UPS como precarregador no centro Rockefeller na cidade de Nova York. A UPS ajudou a pagar quase cada centavo do meu bacharelado e do meu MBA.

Seguir com a minha formação abriu muitas portas para mim, e hoje sou gerente de engenharia na UPS. Sou responsável pela criação, desenvolvimento e suporte de muitos dos nossos sistemas tecnológicos operacionais.

Quando minha carreira na UPS chegar ao fim, sempre lembrarei dos meus parceiros que me orientaram ao longo da jornada. Nunca me senti diferente dos outros, apesar de haver poucos hispânicos quando eu comecei. Hoje, adoro a diversidade dentro da nossa organização e como valorizamos as contribuições de todos.

Eu adoro o fato de ser porto-riquenho. Adoro minha comida, minha música e minha cultura. Também adoro ser um UPSer. Obrigado, UPS, por permitir que eu me sinta como se sempre pertencesse aqui. Gracias!  

 

Wilfredo Ramos - presidente do distrito do México e da América Latina

Assumo a responsabilidade de que outros latinos possam dizer: “Se esse cara de Porto Rico, um cara normal, não um universitário da Ivy League ou algo assim, conseguiu conquistar um cargo de liderança, então eu também consigo.” Dar exemplo dessa forma.

E para quem não é latino: saiba quem somos. Entenda quem somos, o que nos motiva. Estar expostos a outras culturas só nos torna melhores e nos faz ver as coisas de um ponto de vista diferente. Isso é diversidade de pensamento.

Quando eu estava na Espanha, tinha uma equipe bem diversificada, com um funcionário mais velho da Alemanha, um mais jovem da França, pessoas de diferentes partes da Espanha, da Inglaterra e da Colômbia. Eu sempre dizia para eles que não queria que concordassem por concordar. Se vocês vierem aqui e concordarem com todos, então não estamos pensando. Não chegamos à melhor conclusão. Eu quero que vocês sejam vocês mesmos e aprendam com as suas experiências. É assim que conquistaremos algo que ainda não vimos.

Mas essa responsabilidade também é enorme. Eu digo às pessoas: já estive exatamente onde você está agora há cinco ou dez anos. Tudo o que você precisa saber é que precisa dar duro, querer aprender, se desenvolver e as coisas boas vão acontecer. Agora, eu tenho que garantir de que eles tenham as mesmas oportunidades que eu tive. Caso contrário, é só conversa.

 

Pamela Vargas - gerente de marketing de estratégias e parcerias de e-commerce, voluntária da seção corporativa do Crecer

Eu nasci na Costa Rica. Minha mãe é nicaraguense e meu pai é costa-riquenho. Ela fugiu da guerra civil na Nicarágua no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Minha mãe e meu pai se conheceram quando eram ativistas na faculdade e falavam sobre as injustiças, a agitação civil e a governança na América Central. Pouco depois de eu nascer, minha mãe e eu emigramos para os Estados Unidos, onde ela me criou sozinha pela maior parte da minha vida. Ingressei na universidade aos 17 anos e tenho me sustentado financeiramente desde então.

Como eu comecei a trabalhar na UPS aos 19 anos e assumi uma função gerencial enquanto ainda cursava a faculdade, fracassar nunca foi uma opção. Minha ética profissional surgiu das batalhas que eu tive que encarar, e isso influenciou não apenas meu trabalho na UPS, mas também minha visão geral sobre a vida.

 

Sarah Matos - especialista em RH de aquisição de talentos, voluntária na seção corporativa do Crecer

Primeira pessoa da minha família a chegar à faculdade, eu não estava familiarizada com a vida universitária. Desde pequena até o ensino médio, eu me sentia diferente porque tinha mais dificuldades financeiras do que meus colegas. Por ter sido criada por uma mãe solteira que havia migrado da Venezuela, eu observava como ela não esperava as oportunidades baterem à porta.

Desde me inscrever em faculdades até me candidatar a bolsas de estudo, eu me inspirei em como ela se dedicava em nos dar uma vida melhor para abrir meu próprio caminho rumo ao ensino superior. Embora ela não estivesse familiarizada com a vida universitária nos EUA, minha mãe foi minha maior apoiadora e me ensinou que o céu é o limite. Enfrentando o ensino superior como minoria, aproveitei tudo o que a faculdade tinha a oferecer em termos de recursos e oportunidades de liderança. Graças a isso, pude criar uma rede de pessoas que me apoiaram e que me ajudariam a perseguir meus interesses e chegar à UPS.

Quando eu aceitei um estágio de recursos humanos na UPS depois de me graduar, notei que essa experiência era diferente das experiências profissionais que eu havia tido. Minha dedicação ao aprendizado e minha forte ética de trabalho, instigadas pela minha mãe, foram imediatamente reconhecidas. Graças a tudo isso, recebi oportunidades incríveis como estagiária que eu jamais teria imaginado para mim mesma.

Eu não seria quem eu sou hoje sem os esforços intencionais da UPS em desenvolver a melhor versão de mim mesma. Atualmente UPSer em tempo integral, posso atestar que minha paixão pela empresa é profunda graças a todos que acreditaram na minha capacidade de realizar grandes feitos. Estou ansiosa para me aprimorar e pronta para adquirir novas habilidades enquanto continuo seguindo minha jornada na UPS.

 

Jose Turkienicz - diretor de aquisição, imóveis e serviços de negócios globais

Meus avós maternos fugiram dos pogroms da Bessarábia (Moldávia) no início dos anos 1900, e meus avós paternos fugiram da Polônia no início da Segunda Guerra Mundial. Ambas as famílias se estabeleceram no Brasil. Infelizmente, nem todos conseguiram escapar a tempo.

Eu nasci no Brasil. Sou neto desses antepassados que chegaram sem dinheiro e sem falar a língua de sua nova pátria, mas trabalharam incansavelmente para construir um lar e educar seus filhos. Herdei meus valores e minha ética de trabalho deles.

Enquanto a maioria dos meus amigos da escola de administração de empresas assistia às aulas durante o dia, eu trabalhava de dia e estudava à noite para conquistar minha independência financeira. 

Sou bastante abençoado pelas oportunidades que me foram dadas e pelas pessoas que me ajudaram ao longo do caminho. Espero ter ajudado e continuarei ajudando aos outros em suas jornadas também.

 

Troy Murray - supervisor de soluções para o cliente

Eu sempre acreditei que é importante estar envolvido em atividades extracurriculares na UPS. Antes do Grupo de Recursos Empresariais, eu tinha me envolvido com a United Way, a WLD e outros eventos voluntários. Eu fui membro do Grupo de Recursos Empresariais LGBTQ+ de 2012 a 2017.   

Foi minha amiga Adilka White, que também foi minha colega de trabalho e presidente do Grupo de Recursos Empresariais Crecer, que me apresentou ao grupo. Não sou hispânico, mas gosto de aprender sobre diferentes culturas e sobre a história e a geografia de outros países.  

Em janeiro de 2020, juntei-me ao Crecer buscando uma oportunidade de desenvolver habilidades de liderança e de fazer network com novos UPSers. Talvez o maior benefício que eu tive ao ingressar no Crecer tenha sido renovar positivamente meu interesse em participar de um Grupo de Recursos Empresariais. Em 2021, voltei a trabalhar com o Grupo de Recursos Empresariais LGBTQ+ e assumi um cargo de liderança.

Nesse grupo, as pessoas que não se identificam como LGBTQ+ são chamadas de aliadas. Eu me sinto um aliado do Grupo de Recursos Empresariais Crecer. Sinto que o Grupo de Recursos Empresariais e seus membros podem aprender uns com os outros. Num futuro próximo, eu gostaria de planejar um evento conjunto com o Crecer e o Grupo de Recursos Empresariais LGBTQ+. 

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